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Sonho de todos. Por Maurício Naiberg.

No futebol, vejo algumas coisas interessantes, e até perplexo fico com tanto proselitismo e falta do que fazer de muitos que militam – ou tentam – neste segmento. Mas, diferente deste grupo, que talvez não entenda a importância de um clube para muitas pessoas, prefiro me abster de certas coisas.

O futebol, em sua natureza, é um meio sujo. Ninguém pode cair de paraquedas nele, porque, como já ficou provado um zilhão de vezes, este não é brincadeira. E para comandar um clube, não basta somente o amor – que é importantíssimo, diga-se de passagem – mas, sim, muita competência.

Sei da facilidade em se falar de títulos, profissionalismo, democracia e etc. Também posso fazer isso. O difícil, amigos, é realizar, de fato, o trabalho. Com o tempo aprendi que o futebol é complexo, competitivo e altamente vaidoso. Sim, vaidoso. É uma vaidade que vocês não imaginam o tamanho.

Não sou apaixonado pela gestão de Alexi Portela no Esporte Clube Vitória. Tenho críticas que faço a ele, pessoalmente, porque não gosto de dar tapinhas nas costas de ninguém para depois 'bater' quando esta pessoa estiver ausente. Nunca fui disso. Gosto de falar tudo que penso para todos, independente de qualquer coisa. Deito com minha consciência tranquila.

Mas tenho que reconhecer: se o atual presidente rubro-negro não tivesse assumido um clube que estava falido, cheio de problemas dentro e fora de campo, sem receita, desmantelado, com certeza, com a palavra de um cara que ama esta agremiação, este estaria em um lugar que só Deus sabe.

Vou citar um exemplo claro: em 2006, segundo cálculo da diretoria atual, a dívida rubro-negra era de quase noventa milhões. De lá para cá, sob o comando do próprio Alexi e do seu vice-presidente, Carlos Falcão, esse número diminuiu para a casa dos dez milhões. A parte financeira, que conduz o processo, tem se mostrado o ponto forte desta evolução.

Essa atual gestão errou algumas vezes? Sim, muitas. Acertou em outras? Também, em tantas outras oportunidades, o que faz parte da reconstrução de um clube que estava passando sérias dificuldades. E isso, caros rubro-negros, não se faz da noite para o dia, infelizmente.

Coloquei isso tudo acima por um simples motivo: a quantidade de candidatos à presidência do rubro-negro que têm aparecido a cada ano. Muitos nomes e nada, absolutamente nada, de novo. Promessas? Não faltam. Soluções? Também não deixam de existir. O grande problema é sentar na cadeira e fazer.

Há alguns anos, mais especificamente em 2006, quando clube estava na Série C do Campeonato Brasileiro, não vi ninguém se habilitando a tal função. Com recursos escassos, era difícil imaginar que alguém mudasse o quadro. À época, lembro bem, muita gente virou às costas para não segurar o abacaxi.

Passaram-se os anos e tudo ficou mais fácil. Um clube que tinha uma receita anual de sete milhões em 2006 terminará este ano com sessenta. Engraçado como tudo muda, não é? A facilidade remete ao entusiasmo. E o novo remete, sem nenhuma dúvida, a curiosidade, o que nem sempre é bom.

Vejo torcedores do Vitória sonhando com a presidência do clube. Também tenho esse desejo, mas sei do quão importante é o clube para milhões de pessoas. Futebol não é brincadeira. Torcedor de arquibancada eu sou, mas só isso no momento. Não posso achar que apenas essa função me habilita a ter este cargo.

Gosto da inovação e sou a favor do progresso. Acredito que precisamos renovar sempre, mas sem vícios ou resquícios de problemas. Não sou a favor de A, B ou C, e nem levanto a bandeira de ninguém. Apenas defendo o Esporte Clube Vitória, clube que aprendi a amar desde muito novo. Nada além disso.

Diariamente, vejo tantas pessoas querendo entrar no mundo do futebol para se aventurar. Futebol não é aventura ou uma simples aposta. O esporte modifica a economia e a estrutura social de uma cidade, estado ou país. Como coloquei anteriormente acima: ninguém pode cair de paraquedas nele.

Como rubro-negro que sou, agradeço a todos os ex-presidentes do clube. Tenho que reconhecer a grande parcela de contribuição de cada um desses. Contudo, vejo que o tempo deles já passou. Seus méritos ficaram lá atrás e estarão presentes no futuro, mas de outra forma.

Não adianta ter centenas de ideias sem poder cumpri-las. Torcer é uma coisa. Gerir é outra completamente diferente.

Por: Maurício Naiberg
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Comentários
7 Comentários

7 comentário(s):

Anônimo disse...

Maurício equivocou-se acerca da diminuição do passivo do Vitória, pois Falcão já admitiu à Tribuna da Bahia que o total do passivo do clube chega perto de 100 milhões, vide link abaixo do blog de PC com a matéria da Tribuna:

http://www.paulocarneiro.com.br/index.php/9-blog/199-a-verdade-sobre-a-divida-do-vitoria

Vinicius Santin disse...

Concordo com a opinião de Maurício Naiberg.

Andre Rebouças disse...

Quem era Alexi Portela antes de assumir o ECV? Mais um aventureiro, que nada conhecia de futebol. Essa conversa de que AP pegou o clube cheio de dívidas e aos pedações é balela, beira ao ridículo. Hoje a dívida do ECV é muito maior do que a que existia quando ele assumiu o clube. Alexi Portela colocou o clube num processo de involução progressivo, já perdemos a hegemonia do NE e do estado. Nossa marca não tem mais o reconhecimento nem o valor de outros tempos. Aonde vamos chegar? Talvez aquela época que o torcedor não tinha nem coragem de vestir a camisa na rua, pra não ser massacrado. Lhe pergunto, se o movimento de renovação não vier da torcida, irá vir de onde? Então torço que mais chapas apareçam e que uma delas consiga tirar esse cancer do ECV. Deveriamos estar orgulhosos por termos a oportunidade, pela primeira vez na história centenária de nosso clube, ter um bate chapa de verdade. Me perdoe meu caro, mas sua coluna cheira a matéria encomendada. Como leitor de suas colunas, tenho que dizer que você caiu muito em meu conceito.

Andre Rebouças disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Missa encomendada e :
1-tentar fazer do laranja de PC presidente do Vitoria.
2-citar os comentarios de PC como referencia de qualquer coisa seria
Parabens Mauricio pelo comentario

Pedro Luiz disse...

Com a estrutura que o Vitória tinha quando caiu para a Série C, junto com o valor da venda da sede de praia, QUALQUER gestor colocaria o Vitória de volta à Série A.

Sobre o aumento da receita neste período, não tem a ver com a gestão de Alexi Portela, é o mercado que ditou o valor. A Globo paga ao Vitória o mesmo valor que o Bahia e Sport... e aí? O que há de especial nisso?

Anônimo disse...

Texto claramente direcionado e nada do que é destacado aqui é mérito de qualquer componente dessa diretoria, que nem pra isso serviu na época da negociação por cotas de tv, preferiu ficar ao lado do maior ícone da mazela e derrocada progressiva do futebol Brasileiro, nada do que é citado como conquista neste texto se sustenta, se não vejamos:
A divida, esta está aguardando só a justiça estourar e ela vai aflorar de uma só vez. demora mais vem, ela existe e não ha como esconder um elefante embaixo do tapete.
Sair da serie C com o histórico de formação de base e estrutura que já tínhamos aquela época só não aconteceria se novamente essa cavalhada de conselheiros urubus que temos criasse outra crise.
O restante é só olhar com um minimo de sensatez e veremos que já ha algum tempo deixamos de revelar talentos e mais preocupante deixamos de ter jogadores da base de fato envolvido de coração com o nosso Clube, parece que todos que surgem ficam doidos pra se livrar da vaca leiteira pois já são "adultos" e não precisam mais do leite.
O resto é propaganda mal feita e que só dura geralmente até a proxima decisão de campeonato, quando a falta de direçao e liderança mostra a sua cara.
Tithox

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