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Vitória 0 x 1 Avaí - 07/11/09 - Vitória perde a 4ª partida seguida

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Foto: Neto Berola
O Vitória entrou em campo ontem no final de tarde para enfrentar o Avaí, para vencer e espantar de vez a "quase crise" formada nas últimas semanas por causa das 3 derrotas e por causa das últimas declarações de alguns jogadores.

Antes da aprtida inicial, teve a preliminar do Vitória x Bahia (as duas equipes juniores) e o rubro-negro foi tão sem graça quanto o time principal, parecia cópia o jeito de jogar, perdia as jogadas e as bolas aéreas no meio de campo e não tinha nenhum atacante de referÊncia. O jogo acabou empatado em 0 a 0 e o Vitória desclassificado para a próxima fase, perdeu 3 e empatou 3.

No jogo do time profissional, o que era pra ser mais um simples jogo com triunfo no Barradão se tornou um pesadelo. Apesar do time ter sofrido o gol no 2º tempo, o Vitória perdeu mesmo o jogo por causa do péssimo 1º tempo. Antes mesmo da partida muitos torcedores já estavam angustiados e revoltados com a escalação de Vagner Mancini, ninguém queria acreditar que tinha escalado Elkeson e Gláucio como atacantes. Esses dois jogadores já foram testados antes e não renderam o bastante.

O time estava apático em campo, muitos jogadores demoravam de tocar a bola, o time não tinha velocidade e mal chutava ao gol. Já o Avaí marcava bem e gostava do jogo, até que teve algumas chances de gol, mas ainda bem que não souberam aproveitar. A melhor chance de gol foi desperdiçada por Elkeson, que parecia estar jogando contra. Terminou o 1º tempo e Vagner teve que ouvir as vaias da torcida.

No intervalo tirou Elkeson, mas demorou para tirar Gláucio. O time até que melhorou com Neto Berola e Robert, quando o time realmente começou a comandar o jogo, mas era tarde demais, o time estava nervoso por estar há 3 jogos sem marcar gol e infelizmente as boas jogadas tiveram pouco perigo de gol. Apodi entrou no lugar de Nino, até que alguns fãs aplaudiram a substituição e pensavam que seria o jogo da redenção de Apodi. E para terminar de lenhar com tudo, o Avaí conseguiu fazer 1 a 0 aos 32 minutos pela direita, o lado de Apodi. Depois daí só foram vaias quando Apodi tocava na bola, e a falta de respeito dele com os torcedores, ele fazia sinal para vaiar mais. Sem comentários agora, isso merece um post separado.

// Assista o vídeo do gol da partida.

O próximo jogo do Vitória é no próximo sábado (14/11) contra o São Paulo às 18:30h pela 35ª rodada do Brasileirão 2009.

Por: Lucas Serra
Foto: Felipe Oliveira - http://www.felipeoliveira.fot.br

Confira os resultados da 34ª rodada do Brasileirão 2009:
04/11/09 (quarta-feira)
Grêmio 1 x 1 São Paulo
07/11/09 (sábado)
Santos 3 x 1 Náutico
Sport 2 x 3 Cruzeiro
Vitória 0 x 1 Avaí
08/11/09 (domingo)
Corinthians 2 x 0 Santo André
Atlético-MG 1 x 3 Flamengo
Fluminense 1 x 0 Palmeiras
Atlético-PR 2 x 0 Goiás
Barueri 1 x 1 Internacional
Botafogo 2 x 0 Coritiba

Sobre o Brasileirão 2009:
Veja a Tabela de classificação.
Veja apenas os jogos do Vitória.
Veja a artilharia completa.
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Vídeo do gol de Vitória 0 x 1 Avaí - 07/11/09 - 34ª rodada do Brasileirão 2009


Vídeo: FutebolBahiano.com

Veja a Tabela de classificação.
Veja apenas os jogos do Vitória.
Veja a artilharia completa.
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Equipe junior do Vitória tem jogo (BAVI) decisivo hoje pela Copa Governador do Estado

A equipe junior do Vitória joga hoje (07/11) às 15:15h contra o Bahia pela última rodada da 1ª fase da Copa Governador do Estado 2009, e não basta vencer para se classificar para a próxima fase, tem que torcer para que o Bahia de Feira vença o jogo contra o Itabuna. A partida contra o Bahia será a revanche, já que na partida de ida em Pituaçu o placar foi Bahia 4 x 2 Vitória.

Vale lembrar que a equipe junior do Vitória está jogando contra times profissionais, assim como o Bahia. Mesmo assim é clara a evidência que o time não vai bem na competição, os clubes do interior investiram em seus times e não está dando chance para a equipe sub-20.

Ah! O jogo será a preliminar entre Vitória x Avaí (17:30h) pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional.

Partidas da última rodada (todas hoje às 15:15h):
Vitória x Bahia
Bahia de Feira x Itabuna
Vitória da Conquista x Fluminense

Se classificam 2 de cada grupo:
GRUPO 1
Vitória da Conquista - 9 pts
Bahia de Feira - 8 pts
Bahia - 7 pts

GRUPO 2
Fluminense - 12 pts
Itabuna - 4 pts
Vitória - 2 pts

Das 6 equipes que participam, apenas o Fluminense está classificado para a próxima fase.

UPDATE 09/11/09 - Resultados das partidas:
Vitória 0 x 0 Bahia
Bahia de Feira 0 x 0 Itabuna
Vitória da Conquista 2 x 2 Fluminense

Com o resultado, se classificaram para a próxima fase: Vitória da Conquista, Bahia de Feira, Fluminense e Itabuna.
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BA-VI: uma paixão sem limites, um livro gratuito

BA-VI: uma paixão sem limites
BA-VI: uma paixão sem limites: um livro de 222 páginas com conteúdo da história do Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória inteiramente grátis na versão eletrônica. O autor é o jornalista Raphael Carneiro e publicada pela EditoraPlus*.

// BAIXE O LIVRO AQUI

Eu ainda não li o livro, acabei de "achar" no site da Editora, mas sem dúvida nenhuma vou ler. "Folheando" rapidamente as páginas que falam sobre o Esporte Clube Vitória, tem um pouco da história do clube, presidesntes, estádios, torcidas e um pouco mais detalhes da história recente do clube quando chegou ao fundo do poço (série C) e como deu a volta por cima.

O livro tem muita informação, muitas histórias e várias fotos. Torcedor rubro-negro, não deixe de ler. Parabéns Raphael pelo livro!

SUMÁRIO
Bahia, 5
Sangue azul, vermelho e branco, 10
Mais que um time, uma religião, 32
Amor e ódio, 54
Paixão irracional, 73
Bahia de todos os santos, 90
Chupa que é de uva, 100
A esperança no campo dos sonhos, 112

Vitória, 115
Um jovem centenário, 120
Do inferno ao paraíso, 142
Súditos de sua majestade o Leão, 159
Violência organizada, 178
Apelo ao divino, 196
Senta que é de menta, 204
A esperança sul-americana, 216
.
Sobre esse livro, 219
Sobre a Editora Plus, 221

Ba-Vi: uma paixão sem limites
Raphael Carneiro
ISBN 978-85-62069-21-5

*EditoraPlus: Trabalhamos de forma digital e gratuita. Da revisão à publicação. Do autor ao leitor. Nossos livros estão sempre limpos. Nossos livros estão sempre novos. Podem ser copiados, impressos e distribuídos de graça, sem ferir direitos autorais de ninguém. Não queremos o seu dinheiro. Queremos sua atenção. Nosso objetivo é promover o livre acesso à leitura, ao conhecimento e à produção desse conhecimento, seja literário ou científico.
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As rádios devem pagar pelas transmissões das partidas de futebol?

O Atlético-PR antes do início do Brasileirão do ano passado cogitou cobrar R$ 15.000,00 por cada partida para as rádios que quissessem transmitir os seus jogos (em seu estádio). Esse assunto de cobrar ou não para as rádios transmitirem as partidas de futebol já rendeu muito assunto, dezenas de sites e blogs discutiram os prós e contras (basta procurar no Google, veja no ATARDE), e como o time estava "sozinho na parada", acabou não dando muito certo. Lembrei disso quando li hoje no blog do Marketing do Vitória um resumo da reunião com o Clube dos 13, confira:

Rádio – deverá ser normatizado pelo Clube dos 13 a cobertura das rádios, que, em breve, deverão pagar para fazer as transmissões. Isto ainda será discutido.

Pelo visto, o assunto vai voltar vai render, principalmente se a ideia vier de um uma organização grande e forte como o Clube dos 13, representante dos maiores clubes do Brasil. Essa ideia pode ser implantada para o Campeonato Brasileiro da série A e cada time estipular o valor que quiser. Afinal, o que o time perde cobrando as transmissões dos jogos, se:

-As rádios são empresas que visam o lucro e ganham durante as transmissões ao fazerem publicidade de empresas e até de pessoas;
-As rádios tem até lugar cativos em muitos estádios;
-As rádios vão cobrir as partidas e por vezes exageram com informações incertas e às vezes apenas com o intuito de serem polêmicas.

Não acho errado um clube cobrar de uma rádio, sou contra o abuso, cobrar R$ 15.000,00 eu acho muito, poderia chegar a discutir um valor bom para os dois lados. O futebol hoje é profissional (as rádios também) e qualquer novo tipo de receita deve ser discutido.

Um problema será com relação aos jogos fora, algumas rádios enviam repórteres e narradores até o local do jogo, enquanto algumas transmitem através da imagem da TV. Como ficaria isso, onde o custo de algumas rádios é mais alto que outras? E como ficaria a fiscalização? É realmente um assunto com muitos pontos a serem discutidos.

O que o torcedor poderá perder com isso, as rádios menosres não poderão ter condições de pagar a cota e deixar de transmitir os jogos, com isso, as rádios maiores poderão ser as únicas à transmitirem e com isso "monopolizar" a informação, digamos assim. Talvez seja a hora de um time ter uma rádio oficial para as transmissões, com publicidade exclusiva de seus patrocinadores e apoiadores.
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Camisas do Vitória em promoção

Quem ainda não comprou a camisa oficial do Vitória 2009 não pode perder tempo. Nas lojas físicas (oficiais) em Salvador dificilmente você encontrará as camisas no tamanho desejado, além de custar em média R$ 129,00.

Não deixe de aproveitar a promoção do site da Loja do Vitória (virtual e oficial), camisa do Vitória Padrão 1 está por R$ 69,90 + frete. Eu comprei ontem a minha e com frete (encomenda normal) saiu por R$ 81,43.

A camisa de Vanderson Pitbuul mesmo está saindo por R$ 19,90 + frete, aí você até comprar as duas juntas para ficar com o mesmo frete. Fica a dica, lembrando que a qualquer momento o estoque pode acabar.

www.vitoria1899.com.br
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Ingressos para Vitória x Avaí - 07/11/09 (sábado)

Os ingressos para Vitória x Avaí, às 17:30h (Horário de Salvador), podem ser encontrados nas bilheterias do Estádio Manoel Barradas e nos tradicionais postos.

PREÇOS

Arquibancada

R$: 40,00 Inteira
R$: 20,00 Meia
OBS: Não será cobrado a carteira de estudante.

Cadeiras: (Exclusivo para torcedor do Vitória)
R$: 80,00 Inteira
R$: 40,00 Meia
OBS: Não será cobrado a carteira de estudante.


LOCAIS DE VENDA

BILHETERIAS/BARRADÃO
Rua Artêmio Valente – Bairro: Nossa Senhora da Vitória
Quinta, sexta-feira e sábado - das 9h às 17h
Dia do jogo: a partir das 9 horas até 10 minutos do seguindo tempo

ESTAÇÃO RUBRO-NEGRA
SHOPPING PARALELA [Telefone: 3555-7515]
Loja no 1º piso – Entrada principal
Quinta e sexta-feira - Das 9h às 17h
Sábado - Das 9 às 12h

LOJA DO LEÃO
-SHOPPING CENTER LAPA [Telefone: 3328-3634]
Loja no 3º Piso – próximo à Riachuelo
Quinta e sexta-feira - Das 9h às 17h
Sábado - Das 9 às 12h

-SHOPPING CAPEMI [Telefone: 3358-5411]
Ao lado do Shopping Iguatemi - entrada principal
Quinta e sexta-feira - Das 9h às 17h
Sábado - Das 9 às 12h

LOJA BAHIA MULHER
Rua Frederico Costa - 130 – Bairro de Brotas (ao Bradesco/Bompreço)
Quinta e sexta-feira das 9h às 17h
Quinta e sexta-feira - Das 9h às 17h
Sábado - Das 9 às 12h


AVISO
Criança até 12 anos (apresentando RG) não paga ingresso na arquibancada, mas não tem direito a ir para as cadeiras.
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Time de vôlei do Vitória vence jogo final e conquista título da Liga Baiana

Equipe masculina de Volei do EC Vitória
No retorno ao voleibol, após cinco anos ausente das competições oficiais, o Vitória voltou determinado a reconquistar seu espaço e sagrou-se campeão da Liga Baiana, na categoria adulto-masculino, ao vencer de forma brilhante, por 3 sets a 1, a equipe da Unibahia, na noite desta quarta-feira, no Ginásio do Colégio Impacto/Faculdade Unibahia, em Lauro de Freitas.

A decisão foi bem movimentada e apesar de enfrentar uma equipe competitiva, que chegou a ser apontada favorita, o Vitória comandou as ações durante os quatro sets e se impôs.

No primeiro set, o time rubro-negro venceu por 25 a 21. O Unibahia reagiu no segundo e igualou o placar ao fechar por 25 a 19.

O sexteto rubro-negro mostrou sua força nos dois sets seguintes e repetindo o placar de 25 a 20 garantiu o troféu. O técnico Sandro Ricardo utilizou os seguintes jogadores: Gilmar, Rafael, Willian, Sandro, Daniel, Pimenta, Nelsinho, Yuri, George, Maicon, André e Jean.

O diretor de esportes olímpicos, Carlos Alberto Silveira, prestigiou a decisão, acompanhado do diretor de Controle e Planejamento, Nilton Sampaio Filho.

Fonte: Site Oficial do Vitória

Time masculino de Volei do Vitória
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Entrevista de Viáfara, o paredão do Barradão

Saiu uma entrevista do nosso paredão Viáfara no "Rola Blog", e assim como outras vezes, eu vou reproduzir aqui. Vale a pena ler!

Foto: Viáfara - EC Vitória
O Rola Blog entrevistou o colombiano Julián Viáfara, goleiro e ídolo do Vitória. Depois de abandonar seu país para tentar a sorte no Brasil, ele encontrou refúgio na Bahia e um carinho todo especial da torcida rubro-negra.

Viáfara fala sobre sua conturbada saída da Colômbia, do narcotráfico, da passagem pelo Atlético-PR à adaptação ao Brasil, além de revelar detalhes da convivência com um mito do futebol: René Higuita, ex-goleiro da seleção colombiana.

RB - É verdade que você começou a carreira jogando na linha?
VIÁFARA: Verdade, comecei a jogar futebol como atacante. Depois, fui deslocado para a zaga. Era um péssimo zagueiro, sempre fazia gol contra. A ida para o gol aconteceu por acidente. No time em que eu jogava, precisavam de um goleiro. Como eu não faria falta na linha, me mandaram para o gol [risos].

RB - Quando chegou da Colômbia, teve que adaptar alguma característica sua para o futebol brasileiro?
VIÁFARA: O goleiro, no Brasil, é muito exigido durante os jogos. O futebol brasileiro é rápido, dinâmico. Por isso, o goleiro precisa estar atento o tempo todo. A qualidade dos jogadores, bem melhor do que na Colômbia, faz com que eu tenha bastante trabalho em todas as partidas. Mas já me acostumei ao ritmo do jogo aqui.

RB - Como foi sua passagem pelo Atlético-PR?
VIÁFARA: Acabei saindo do Atlético-PR de uma forma meio confusa, sem ter me firmado por lá. Quando cheguei, em 2007, fiquei quatro meses apenas treinando. Estava esperando regularizarem minha documentação, pois entrei na Justiça contra o América de Cali. Foi um momento bem difícil para mim. Havia ficado quase dois meses sem receber salário e mais de seis sem o fundo de garantia. Eu era o capitão da equipe, mas resolvi me desligar do clube e buscar novos ares. Queria recomeçar a vida no Atlético-PR, porque sabia da estrutura que eles têm.

E sou imensamente grato por ter sido o clube que me acolheu, me deu a chance de jogar num país que tem os melhores jogadores do mundo e me apoiou na luta pelos meus direitos contra o Cali. Mas, apesar de ter ganhado a posição no time titular, e levado o Atlético-PR à Sul-Americana naquele ano, acabei não sendo aproveitado na temporada seguinte.

RB - E no Vitória, imaginava alcançar esse sucesso e essa relação de carinho com a torcida rubro-negra?
VIÁFARA: Vim para o Brasil em busca de um salto para minha carreira. Mas confesso que, quando saí da Colômbia, não imaginava ser tão reconhecido por aqui. A escola de goleiros do Brasil é muito forte. Grandes referências da posição são brasileiras. Porém, nunca perdi as esperanças. Batalhei muito para chegar onde estou. Sobre a torcida rubro-negra, não tenho o que dizer. Sou muito grato por tudo, principalmente pela acolhida que recebi desde o primeiro dia no Barradão. O apoio deles me motiva sempre.

RB - Muitos rubro-negros dizem que você já é o melhor goleiro que passou pelo Vitória...
VIÁFARA: Olha, respeito muito quem diz que sou um ídolo, uma referência aqui. Fico lisonjeado. Mas, sinceramente, ainda não me sinto tudo isso que dizem. Preciso de uma grande conquista, como um Campeonato Brasileiro, para poder confirmar esse status de ídolo. Tenho muita coisa para fazer aqui no Vitória. Durante a minha carreira, sempre gostei de criar vínculos com os clubes em que joguei. Foram cinco anos de Independiente Medellín e América de Cali. Um ano e meio de Atlético-PR. Quero poder ficar muito mais tempo no Vitória para conquistar títulos de expressão, levar o time a Libertadores. Fazer com que o clube tenha fama muito além da Bahia.

RB - Sua família se adaptou bem ao Brasil?
VIÁFARA: Foi difícil, mas se adaptou, sim. Gostamos bastante do Brasil, mas não foi fácil acostumar com o frio que fazia no Sul. Tenho uma filha, a Lua, que nasceu em Curitiba. Lá, ela sofria com problemas respiratórios. Chegou a ficar bem doente uma época. Aqui, em Salvador, as coisas mudaram. Ela está mais esperta. O clima e o povo daqui me lembram muito a Colômbia. Calor, festa, gente alegre, com energia... Nos adaptamos rapidinho à Bahia. Costumo dizer que sou mais um “baiano arretado”.

RB - O clássico Ba-Vi também é arretado, né?
VIÁFARA: E como... No meu primeiro clássico contra o Bahia, levei um “frango” – como vocês costumam dizer por aqui – e o Vitória perdeu por 2 a 0. A final do Estadual deste ano foi como uma revanche pessoal para mim. Queria me redimir pela falha. Terminamos o primeiro tempo perdendo por 2 a 0. No começo do segundo, defendi uma bola cara a cara com o atacante do Bahia. Se o time tomasse aquele gol, o jogo estaria perdido. A defesa animou a equipe, conseguimos empatar o jogo e saímos com o título. Foi a partida que mais me marcou com a camisa do Vitória.

Foto: Viáfara - EC Vitória
RB - É o melhor momento da sua carreira?
VIÁFARA: Aqui no Brasil, sim. Vivo uma ótima fase. Só que já tenho mais de 13 anos de carreira como profissional. Tive bons momentos na Colômbia também, principalmente defendendo o América de Cali, onde fui capitão da equipe por muito tempo e bicampeão nacional. Seria ídolo por lá até hoje não fosse o problema com atrasos de pagamento.

RB - E a seleção colombiana? Tem expectativa de ser convocado?
VIÁFARA: Acho muito difícil. Na Colômbia, jogador que entra na Justiça para lutar por seus direitos acaba ficando queimado. Os clubes se unem e fecham todas as portas. A confederação colombiana é conivente com isso. Quando acionei o América de Cali na Justiça, sabia que as portas dos clubes e da seleção estariam fechadas para mim. Não sei nem se volto a jogar em meu país algum dia...

RB - Seria por isso que sua fama de “Paredão do Leão”, e a boa fase vivida no Brasil, não teriam chegado aos ouvidos do técnico da seleção colombiana?
VIÁFARA: Para se ter uma ideia, aqui, no Brasil, todos comentam sobre o momento que estou vivendo e, consequentemente, questionam o porquê de eu não estar na seleção do meu país. Mas, lá na Colômbia, não sai uma notícia sequer sobre meu trabalho. A imprensa não fala de mim. Citam outros jogadores que inclusive atuam no futebol brasileiro, como o Armero, do Palmeiras, mas, em relação a mim, nada. Fiquei marcado por ter brigado pelos meus direitos.

E não me arrependo de nada. Sei que dei um passo à frente, pois quero servir de exemplo para outros jogadores colombianos que também sofrem com salários atrasados em seus clubes. A situação no futebol colombiano é crítica. Os clubes não têm respeitado os direitos dos atletas nem como ser humano nem como trabalhador. Não dá pra aceitar tudo isso quieto, sem fazer nada.

RB - No Independiente Medellín, você jogou ao lado de René Higuita, lendário goleiro colombiano. Herdou alguma coisa do estilo dele?
VIÁFARA: Tive esse prazer de jogar com o Higuita, no Medellín. Era reserva dele. Ele é um ser humano especial. Um grande amigo e uma referência minha no futebol. Ele nos encantava com suas brincadeiras e aquelas suas jogadas nos treinos, principalmente com a “Defesa do Escorpião”, que quase nos matou do coração no jogo contra a Inglaterra [risos]. Higuita me ensinou a ter coragem e ousadia. Como nossa escola é muito técnica, e exige que o goleiro saiba jogar também com os pés, essas virtudes são fundamentais. Enfim, Higuita é um verdadeiro craque. Aprendi muito com ele.

RB - Você também sai do gol de forma arrojada. Já se acostumaram com seu estilo no Vitória?
VIÁFARA: Demoraram, mas hoje já entendem melhor. Quando faço um drible lá trás ou saio da área com a bola nos pés, não é por brincadeira. É um recurso que tenho para auxiliar o meu time, participar mais ativamente do jogo. Na Colômbia, nos ensinam que o goleiro tem de jogar com os pés, mas, antes de tudo, precisa ser muito responsável.

RB - E a responsabilidade aumenta ao saber da tradição do Vitória em revelar grandes goleiros, como Dida, Fábio Costa e Felipe?
VIÁFARA: Aumenta bastante, sem dúvidas. A escola de goleiros do Vitória é muito boa. Goleiros de seleção brasileira foram revelados aqui. Isso faz com que eu me esforce cada dia mais para honrar a tradição de grandes goleiros que já defenderam o clube.

RB - Goleiros estrangeiros costumam se dar bem no Brasil, como o argentino Andrada, que inclusive passou pelo Vitória na década de 70. Também pensa em fazer história por aqui?
VIÁFARA: Sou uma pessoa muito tranquila. Não é do meu feitio traçar planos tão ambiciosos. Mas quero deixar meu nome marcado no futebol brasileiro, sim, como outros goleiros de fora já o fizeram. E, principalmente, representar o meu país. Por onde passo, tento mostrar que a Colômbia tem muito mais a oferecer do que costumam imaginar. É preciso limpar a velha imagem do país do narcotráfico e das Farc.

RB - O nome “Viáfara” tem alguma relação com o cantor brasileiro Biafra?
VIÁFARA: Não, não... [risos]. É um sobrenome comum lá na Colômbia mesmo, que herdei do meu pai Ramiro. Ele foi um volante dos bons. Defendeu a seleção e hoje treina a categoria sub-17 do país.

Por Breiller Pires

Leia outras entrevistas de pessoas ligadas (ou não mais) ao EC Vitória.
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CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 (28ª rodada)

Jogo ao vivo: Sport x VITÓRIA .


Dia: 12/10/14 (domingo)

Horário: 18:30h (hor. de Brasilia)


Links das rádios/tv na web:


Rádio Metrópole 101,3 FMRádio Transamérica 100,1 FMRádio TudoFM 102,5Rádio Itapoan 97,5 FMRádio CBN 100,7 FMRádio Sociedade 740 AMRádio Excelsior 840 AM