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Ganância Futebol Clube. Por Fábio Monteiro.

A ganância dos empresários do futebol está prejudicando a saúde financeira dos clubes brasileiros. Com o aumento das receitas dos clubes com a venda de jogos e pacotes dos diversos campeonatos, sobretudo o Brasileirão, os agentes de atletas estão explorando cada vez mais os clubes quando se trata de renovação de contrato. Além disso, há também o aproveitamento ao máximo da figura do ídolo e a dificuldade que os clubes têm em achar um substituto à altura daquele que se pretendia renovar.

Em relação à exploração dos agentes do futebol aos times brasileiros, os dirigentes devem se organizar, formar um pacto para impor um teto salarial aos atletas e rejeitar fechar contratos acima deste valor estipulado com jogadores de outros clubes, que são oferecidos pelos agentes a fim de pressionar o clube de origem. Somente assim esta questão poderá causar algum tipo de impacto na relação entre dirigentes de clubes x jogadores x agentes.

O aumento de receita pelos clubes não é o único fator para que os agentes tentem renovações com valores exorbitantes. É comum o jogador que se destaca por uma equipe numa temporada vire ídolo de uma torcida, pois o assunto futebol envolve emoção, paixão e carisma, diferente de empresas comuns de outras áreas. Então, no afã de aproveitar o embalo da boa fase de determinado atleta no clube e de não receber fortes críticas da torcida, as diretorias costumam renovar com seus principais atletas, mesmo pagando um valor que o time não tenha força financeira para suportar, o que ocasiona em atrasos salariais, aumento da dívida dos clubes, problemas de relacionamento entre os jogadores e queda de rendimento da equipe nas competições.

Outro temor dos dirigentes e também da torcida é sobre a reposição de seus principais jogadores. Há dirigentes que aceitam as renovações majoradas em 50% a 70% em média, por achar que no mercado do futebol será difícil encontrar atletas que joguem na mesma posição com qualidade similar ou melhor e com valores salariais menor ou equivalente ao primeiro contrato. Para isso, a solução mais viável é a pesquisa mais aprofundada dos clubes em outros times, regiões, países, através da figura do olheiro, como também dos próprios dirigentes acompanharem outros campeonatos pela Televisão, para com isso reduzir bastante a dependência dos agentes do futebol. Claro que esta medida é mais trabalhosa e com custos financeiros, pior é se tornar refém de empresários do futebol, por omissão, economia ou preguiça.

Por fim, fica evidente que pelos exemplos e motivos expostos, os agentes do futebol estão prejudicado o futebol nacional com a exploração financeira nas renovações de contrato de jogadores que foram ou são importantes para os clubes. Os dirigentes precisam rever suas atitudes, se organizar e estipular o teto salarial para combater a ganância no esporte.

Por: Fábio Monteiro

PS.: Este texto é para mostrar o quanto estes empresários são nocivos aos clubes e tentam se aproveitar das fragilidades das diretorias com suas torcidas. O caso de Maxi Biancucchi e Escudero mostra claramente, que a visão dos agentes é mesmo tirar o máximo de proveito financeiro dos times, sem se preocupar com gratidão com o clube que revitalizou a carreira de seu jogador/cliente.

Maxi Biancucchi tem 30 anos e nunca foi uma celebridade no futebol, ganhava R$ 50 mil no Olímpia do Paraguai, chegou ao Vitória com salário de R$ 120 mil (mais do dobro em relação ao anterior) e quer renovar para 2014 com R$ 200 mil/mês, mais pagamento de luva na faixa de R$ 1 milhão.

Assim como Damian Escudero, que desde que se profissionalizou é emprestado sucessivamente pelo Boca Juniors, nunca tendo uma temporada sequer sendo utilizado pelo time argentino. Outro fato é que o meia canhoto só conseguiu, se destacar, verdadeiramente, este ano com a camisa do Vitória, pois a sua passagem no Grêmio e Atlético-MG não deixaram saudades nestas duas grandes e exigentes torcidas.

Escudero já chegou aqui com salário de R$ 180 mil e agora quer dobrar praticamente, com a pedida de R$ 300 mil, fora a “luva” milionária de assinatura de contrato! Isso é um absurdo. Sempre critiquei Alexi Portela, mas neste caso ele está certíssimo. Não podemos virar refém de empresários de futebol. Com pesquisa bem feita, organização dos dirigentes dos clubes, dá pra vencer a Ganância FC e descobrir jogadores similares com salários mais em conta. O que não pode é fingir que paga, eles fingirem que jogam e o time ser rebiaxado por problemas salariais como aconteceu em 2004 e 2005.

// Texto do Blog Casa Rubro-Negra

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Comentários
4 Comentários

4 comentário(s):

alvaro mascarenhas Mascerenhas disse...

Parabéns pelo comentário. Vc esta certissimo.

Lindolfo Neto disse...

Parabéns pela matéria.

Lindolfo Neto disse...

Parabéns.

didi disse...

Prezado Fábio, infelizmente existem os oportunistas de plantão que nada fazem além de observarem com os olhos gordos o que pode encher vossos bolsos. Agora, perguntamos: Se não der certo, o que ganha os clubes ? deu azar ? se o jogador se lesionar de forma aguda, eles acompanharão ou debandam como se fazem com os descartáveis ? Está na hora dos órgãos de Staf reagir, criando cláusulas contratuais exigindo retorno, ou seja: Direitos e Deveres, será que eles aceitarão ?

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